Quinta acordei decidida a conhecer a Casa Loma. Pole disse que dava pra ir andando, me explicou o caminho e eu fui. Jisus.. Era looonge! E ainda acabei me perdendo. Depois de perguntar a algumas pessoas e consultar o mapa, avistei a torre do castelo. Subi uma escadaria enorme e la estava eu, do lado da mansao. Entrei, ganhei um fone e fui passando pelos comodos com o guia na orelha. Subi os tres andares e ainda fui ate a torre mais alta, subindo uma escadaria estreita em espiral, otimo pra quem nao gosta de altura. Depois fui ate o jardim, sentei num banquinho e fiquei descansando.
Depois, atravessei o downtown inteiro de volta, debaixo de chuva, pra encontrar Pole no lugar onde ele trabalha. Toda quinta-feira o povo lah para as atividades as 5h e fica bebendo no bar da agencia. Sholes. Pelo que vi a empresa segue a filosofia de tornar o ambiente de trabalho o mais confortavel e parecido com sua casa possivel. Nao ha salas, apenas um grande salao, com mesas e cadeiras, sofas, bicicletas espalhadas e ateh uma cabana de camping, que, Pole me explicou, eh a casa de um cachorro que as vezes passa os dias lah. Adorei. Conheci todo mundo e tomei umas cervejas enquanto a maioria bebia vinho na cozinha.
Saimos de lah correndo e chegamos pontualmente no teatro para assistir a Dirty Dancing, a grande sensacao entre os musicais da temporada. Me surpreendi com a super producao do espetaculo. O palco era dividido em circulos que giravam o tempo inteiro e subiam ou desciam trazendo novos cenarios. O mais interessante eh que a nossa atencao mudava de foco o tempo inteiro e, por isso, a gente nem percebia quando objetos ou moveis saiam de cena. Muito bom!
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Quando acordei terca-feira, chovia bastante. Aproveitei para ler os meus emails e tentar botar o blog em dia. Saih de casa na hora do almoco e parei no Baton Rouge pra almocar. Hamburguer com batata frita, nada demais. Mas o sanduiche era grande e me alimentou para a paleta do dia. Fazia um frio do cao Scooby, mas saih andando pela Queen Street e parei na Nathan Phillips Square pra tirar fotos. No inverno o laguinho congela e o povo fica patinando. Agora, quase verao, hum hum, as gaivotas tomam conta do lugar. Segui a Queen Street, passei na escola de design (uma construcao, no minimo, inusitada) ateh chegar na Spadina Avenue. Virei a direita e logo estava na Chinatown. O frio havia piorado e jah nao sentia minhas maos. Me senti a propria rena do nariz vermelho, quando comecou a chover. Oh shit. Ficava toda hora olhando pra tras, vendo a gigantesca Canadian Tower desaparecendo entre a neblina. Ateh que ela sumiu de vez. E eu andando, andando. Passando por restaurantes chineses, vietnamitas, com carnes expostas na vitrine. Blergh. Tentei chegar no Kensigton Market , mas dei voltas e nao encontrei. Tinha pouca gente na rua, bem que Pole disse que a cidade muda completamente a depender do clima. Voltei pela College Street, uma rua cheia de faculdades, linda. Cheguei em casa as 8 da noite, mais uma vez really exausta.
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Entrei no ROM depois de 2 da tarde e perdi a visita guiada. Como a proxima seria as 03, fiquei vagando por conta propria, me achando e me perdendo dentro do museu. Segui o mapa e encontrei a exposicao dos dinossauros. Simplesmente fantastica. Fiquei tb impressionada com a geometria das paredes, o lado de dentro da estranha piramide que invade o predio. Muito bom. Andei, andei e quando olhei no relogio ja era hora de voltar pro patio. Lah, me juntei a um pequeno grupo de turistas que ouvia atentamente as primeiras palavras de uma simpatica senhora, que seria a nossa guia. Ela comecou o tour nos mostrando a Galeria Chinesa. Depois passamos pela Galeria Canadense e pela galeria dos primeiros habitantes do Canada. Adorei. Seguimos para o segundo andar e passamos em todas as galerias, ouvindo breves e interessantes explicacoes. O passeio terminou justamente onde havia comecado pra mim: na exposicao dos dinossauros. Sholes. Saih do ROM e segui para o Bata Shoe Museum. Lah, depois de ver sapatos de tudo quanto eh tipo, sentei em um banquinho e tentei descansar. Estava exausta, mas o dia estava longe de acabar. Falei com Livia no telefone e ela ficou de me encontrar na porta do ROM. Fui andando de volta e la encontrei com ela e Gerusa. Seguimos pela Bloor para encontrar Pole, que saia do curso onde ele passara o dia inteiro. Enquanto esperavamos Pole, sentamos em um barzinho e tomamos uma Stella Artois. Ah! Que felicidadeeee! Minhas pernas queriam ficar ali, sentadinhas, pra sempre!!!
Logo Pole chegou com planos para o jantar. Nos despedimos das meninas e seguimos – a peh! – pela Bloor inteira novamente, passando pela frente do ROM e do Bata Shoe, em direcao ao melhor restaurante japones de Toronto.
Chegamos a uma regiao da Bloor Street chamada de ANNEX, porque fica quase anexa a Universidade de Toronto. Aih, me encontrei. Dos dois lados da rua, bares e restaurantes de diversos tipos, mas bem descontraidos, outro clima. Amei! Pole acha que, se eu morasse aqui, eu e ele nao nos veriamos tanto porque eu iria frequentar mais essa parte descontraida da cidade. Pode ser. A verdade eh que eu adorei o clima da Bloor West.
Chegamos no Sushi on Bloor e ficamos uns dez minutos esperando uma mesa. Aarol foi jantar com a gente. Achei interessante porque o restarante nao tinha nada demais, bem diferente dos japas que a gente ve no Brasil. A decoracao eh bem simples, mesas comuns, no glamour. Mas a comida… Simplesmente ma-ra-vi-lho-sa. Pedi uma especie de pizza de salmao, uma coisa de outro mundo. cada fatia tinha salmao, ova, cream cheese e uma massa crocante, feita muito provavelmente de arroz. Gostei tanto que quero voltar lah!
Quando terminamos o jantar, que teve como sobremesa um sorvete delicioso de feijao (nunca imaginei que iria gostar), gracas ao meu bom Jah, Aarol nos deu uma carona pra casa. Tomei um banho e capotei na cama.
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Ontem tirei o dia pra andar sozinha pela cidade com um mapa em uma mao e a camera na outra. Sai do predio de Pole que fica na Richmond Street East, vieri a Younge Street, parei no Eaton Centre pra tomar meu cafe: um sundae de chocolate na McDonalds (ferias pra mim eh isso!), aproveitei pra procurar o novo CD do Portishead na Indigo e pra minha surpresa, nao achei. Sai do Eaton Centre, passei pela Dundas Square e segui pela Younge. Subi a rua toda ateh chegar na Carlton Street. Aih resolvi dobrar a direita a caminho do Alan Gardens, uma praca com um gramado enorme cheio de cachorros correndo pra pegar as bolas jogadas por seus donos. No meio do parque, uma casa grande, um conservatorio para criancas. Foi ai que notei pela primeira vez que todas as arvores tinham as famosas Maple leafs, aquela folhinha que eh o simbolo do Canada.
Voltei pela Carlton Street e entrei no College Gallery. Passei pelo shopping e sai em um terraco cheio de gente. Na margem de um lago, uma mulher tocando guitarra e cantando acompanhada apenas de um cara na bateria. Rock and Roll. Sai de lah e segui ateh a University Avenue. Decidi ir ao Queen’s Park. Cheguei lah, sentei num banquinho e fiquei descansando um pouco. Minhas pernas jah estavam dando os primeiros sinais de cansaco. Mas, pelo mapa, a casa Loma estava perto, e decidi continuar andando ateh la.
Soh que na esquina da University Ave com a Bloor Street, avistei o ROM, Royal Ontario Museum e fiquei parada olhando praquela piramide invadindo o museu. Decidi almocar no McDonalds, e frente ao ROM, pra dar tempo de descansar e visitar o museu.
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Domingo acordamos e fomos andando ate o Distillery Historic District. Antigamente este lugar era uma destilaria, mas hoje parece uma vila cheia de galerias de arte, lojas e bares com musica ao vivo. Pole havia feito reserva para o nosso brunch em um restaurante charmosissimo. Lah encontramos Danielle, uma amiga dele que eh a cara de Miranda de Sex and the City. Durante o bunch, uma banda com um cara no piano, outro na bateria e outro no sax tocava jazz. Inclusive, eles tocaram muito bem uma musica brasileira! A comida, deliciosa. Nos empanturramos de tudo que tinhamos direito e depois fomos andar para fazer a digestao. Entramos em varias lojas. Em uma delas achei um livro so com estampas de camisas feitas por diversos artistas. Eh claro que vou voltar la pra comprar. Em outra, um colar feitos com pedacos de cartao de credito. Uma loja vendia artigos para casa desenhados por artistas. Nao havia nada convencional. Muito legal mesmo.
Saimos do Distillery Disctrict e fomos ate uma loja de departmanentos na Young Street. Lah, Pole experimentou todas as roupas possiveis e impossiveis, acessorado pelo paciente e simpatico Fabian, funcionario da loja que ia e vinha com calcas, camisas e gravatas. Quando ele decidiu o que comprar jah era quase hora de jantar. Lembrando que a gente fez tudo a peh, ou seja, gastamos um bom tempo andando.
Encontramos Mark, namorado de Danielle, e Aaron no meio da rua e subimos pela Spadina Avenue. Impressionante. Estavamos no coracao da Chinatown e, alem de zilhoes de chineses, era possivel ver gente de diversas nacionalidades. Ateh uma mulher de burca eu vi passar por mim.
Ja eram quase 7 da noite mas o sol estava forte como se fossem 4 da tarde. Chegamos ao restaurante que Mark e Danielle haviam escolhido. Eles me explicaram que, apesar da aparencia do lugar nao ser muito boa, aquele acumulava varios premiso, sendo considerado um dos melhores de Toronto de comida Vietnamita. Comida o que? Putz..
Nem falei, mas tinha certeza que nao ia gostar da comida. Mas, fazer o que? O povo estava sendo tao atencioso comigo, nao podia fazer essa desfeita. Tentei pedir o prato que parecia mais simples. A cerveja era chinesa: TsingTao Beer. Comi pouco, o suficiente pra dizer que havia comido. Todo mundo comeu com gosto.. E eu so pensando: como pode? Na volta pedi pra parar no Starbucks e comprei um bolo de limao. Eba.
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